Nova York à beira-mar, penso em Veneza há 500 anos atrás. Veneza antes “capital” da Europa, do mundo e, depois, decadência e novas capitais para se chamar de centro do mundo.
Hoje, Nova York. Cidade plena de mundo, uma babel contemporânea, cidade de todos. NY não é americana, é a cidade de todas as cidades, tudo, todos ali concentrados.
Banhada de mar, rios, águas, penso se um dia NY não será aos poucos alagada, o nível do mar subindo e invadindo as ruas e os edifícios da cidade. Como em Veneza, já seria depois do apogeu cultural e econômico, seria um fim de algo já acabado – o mundo já teria então outro lugar para chamar de centro.
Nova York é também um encontro entre o oriente e o ocidente. Aqui, nos aproximamos aos poucos da cultura oriental, das comidas, lojas, as faces asiáticas, os filhos entre orientais e americanos, uma geração miscegenada, traços únicos, a cara da cidade.