A lembrança mais próxima à impressão que tive ao visitar/conhecer o Time Square foi semelhante às primeiras idas aos parques de diversão e festas de Paripueira. Quanto mais me afasto da minha “origem” ou das minhas raízes primeiras, mais me aproximo delas. Tratando-se de memória, a distância não afasta, ao contrário, tende a remexer as recordações e dispô-las de outro jeito: o passado mais distante pode ser a memória mais nítida – não há lógica.
Quanto mais longe vou, em termos geográficos mesmo, mais me aproximo do meu passado “esquecido”, já pouco importante depois de tantos anos.
Será porque volta e meia procuro as cidades banhadas por mar? será que as águas que rodeiam as cidades remexem a minha memória? Será fora do meu lugar (da minha casa, do meu Porto) tenho a tendência a me “conectar” com o que são ou foram minhas raízes? Até que ponto esse passado ausente é importante para mim e se faz presente em minha vida?
Quero olhar para Nova York e não para trás. (Sonho com um “olhar puro” para o presente, para ver onde estou).