Tranqui, nena.
Tua memória há de falhar
mas nem tudo te deixará esquecer.
Tu carregas o mundo em tuas malas,
acomoda esses vestígios em tua casa.
O peso não é vão:
é capaz de fazer-te lembrar do que pensavas nem ter um dia acontecido.
Tranqüila, menina.
A noite vem, os lugares ficam para trás,
a vida continua se fazendo, sem mais.
Assim há de ser.
Sempre sonhando com a distância,
sentindo a falta do indizível,
planejando recomeçar
sempre
em outro lugar.
Assim há de ser
mas não te assustes,
a vida ainda há de te surpreender.
E quando tudo passar
terás certeza de que tua vida foi completa,
mesmo que continues sem entender.
Tranqüila, marina.