7 ideias para Ensaio sobre uma ordem das coisas

Marina Camargo | 2015

1- O que se pode entender do mundo através dos mapas? O que os mapas nos dizem sobre convenções e representações do mundo?

2- Por que em desenhos de mapas predominam linhas horizontais e verticais onde uma superfície tridimensional do globo da Terra é projetada, seguindo uma lógica Cartesiana?

3- A linha do Equador marca a divisão simbólica entre Norte e Sul do mundo. Mais do que uma linha em um mapa, representa uma região na Terra onde fenômenos ocorrem: “Pot-au-noir” ou a “zona de convergência intertropical” faz com que a região da Linha do Equador sofra de marasmo de ventos ou tempestades repentinas.
O que aconteceria se a Linha do Equador se projetasse concretamente sobre a Terra, partindo a Terra em 2 partes, onde nem o Norte nem o Sul existisse?

4- Qual o sentido político de uma divisão do mundo entre hemisférios norte e sul?

5- Para além de um pensamento relacionado aos espaços físicos da Terra e suas projeções em forma de mapas, o tempo ou a duração dos ciclos é outro vetor a ser relativizado.
Como pensar sobre a duração dos ciclos, a duração dos dias e das noites, senão através da própria relatividade do tempo?

6- Como pensar as cidades através do desenho de seu urbanismo? De que modo os mapas de cidades podem levar a um pensamento sobre outras cidades possíveis?

7- De que modo as utopias podem nos fazer pensar em outras representações de mundo ou em uma outra ordem das coisas?

Texto sobre os trabalhos mostrados na exposição individual “Ensaio sobre uma ordem das coisas” (Goethe-Institut Porto Alegre, 2015).